8 perguntas para Angela Tenório: a médica que ficou conhecida pelas denúncias contra o descaso da saúde no Rio.




Angela Maria Tenório de Albuquerque é médica e carioca de Guadalupe. Sobrinha-neta de Tenório Cavalcante é uma militante pelo direito de viver com dignidade e decência. Aos 65 anos, decidiu entrar para a política depois de entender o duro processo da peregrinação da saúde pública em nosso país. Sem dinheiro, mas com muitos simpatizantes, jornalistas de diversos segmentos e pessoas simples que a cercam no dia-a-dia de seu consultório fizeram que ela encarasse a árdua tarefa de uma campanha política com a alma. Lançou-se Deputada Federal neste pleito e em seu caminho enfrenta dificuldades, inclusive dos muitos inimigos, que certamente sabem quem é a DRA. ANGELA TENÓRIO: uma mulher bomba, que vai detonar a Câmara Federal em prol do cidadão do Estado do Rio de Janeiro.

Na entrevista abaixo, ela aponta as prioridades do início do seu planejamento político.


A senhora ficou muito conhecida depois de uma entrevista veiculada na TV Record, onde denunciou o abandono do serviço de saúde do Rio de Janeiro. Candidatar-se Deputada Federal é um caminho para continuar sua luta?

Angela Tenório - Minha candidatura foi movida pela aclamação dos colegas de trabalho e milhares de pessoas que me apoiam, me procuram e eu tento ajudar dentro das poucas condições que possuo. Em meu mandato a saúde será prioridade. Há uns anos, com o fechamento do Hospital Municipal D. Pedro II o atendimento complicou no Rocha Faria de maneira desastrosa. Certo dia, devido a denúncias, a TV Globo esteve lá e fui orientada a não falar com a imprensa, a me esconder (aliás, eu e todos os outros médicos). Como eu não aguentava mais ver o sofrimento dos doentes acabei dando uma entrevista, sem grande repercussão, sobre nossas dificuldades. Fui advertida e disseram que as entrevistas eram proibidas. Os amigos me apoiaram e começaram a falar que eu teria que ser a vereadora da saúde. Na época não deu. Agora venho como deputada federal. De uma necessidade nasceu a candidatura, a legenda. Um ano depois a imprensa voltou ao local e sozinha numa emergência para atender mais de 200 pessoas, eu sofri um surto e gritei mesmo: a saúde está zerada, os pacientes estão a mingua, morrendo (https://www.youtube.com/watch?v=c0nncpNSfEU). Daí para frente todos conhecem a história: houve um fortalecimento natural do meu grito de socorro mas tudo piorou absurdamente.


Em sua opinião, o que é necessário para mudar o quadro da saúde no Estado?

Angela Tenório - Inicialmente abrir o diálogo. A administração atual não questiona com os médicos à respeito do assunto em pauta. A falta de diálogo com nossa classe, a má vontade dos governantes e a falta de investimentos contribuíram para que a saúde fosse parar no CTI.


Para a senhora, o que deveria ser mudado a nível do Governo Federal quanto a Saúde do brasileiro?

Angela Tenório - Solicitar as autoridades, pessoas capacitadas para exercer a verdadeira administração hospitalar, a trabalharem em prol da verdade, da honestidade e que os investimentos e fiscalização do dinheiro aplicado sejam transparentes. Partindo deste princípio, as mudanças virão em muito pouco tempo.

Existem outras propostas sem ser a saúde?

Angela Tenório - Educação, saneamento básico, laser e segurança.


A senhora e seu tio-avô, Tenório Cavalcanti, são parecidos em alguma coisa?

Angela Tenório - Vim de uma família de pessoas humildes, determinadas, destemidas e perseverantes.

De onde veio o apelido Mulher Bomba?

Angela Tenório - Houve uma explosão após sofrer assédio moral, ou seja nunca mais consegui trabalhar em um hospital público após minhas denúncias. Fui demitida.


É verdade que a senhora tem uma lista de hospitais, no quais chegará para bombardear a saúde junto com sua equipe?


Angela Tenório - É verdade! Fiscalizarei um a um, e contarei com as denúncias daqueles que são vítimas do descaso e humilhação.


Angela Tenório por Angela Tenório?

Angela Tenório - Uma cidadã comum, interessada em conscientizar a população à leitura da constituição.



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