Obesidade pode prejudicar eficácia da vacina contra covid-19



Que a obesidade faz mal ao coração, às articulações e ao bem estar todo mundo já sabia. As novidades é que o excesso de gordura também faz mal para o bolso e pode prejudicar a eficácia da vacina contra a Covid-19.

O  Sistema Único de Saúde (SUS) gastou mais de 5 milhões em 2019 com tratamento de doenças associadas à obesidade e os dados levam em conta 26 doenças diferentes, como câncer e diabetes, e apontam que a proporção de pessoas acima do peso no Brasil tem aumentado.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal entidade de saúde pública nos EUA, está preocupado com a eficácia da vacina contra a Covid-19 em pessoas obesas. Isso porque já se sabe que imunizantes contra a gripe, hepatite B, tétano e raiva podem ser menos eficazes neste público do que na população em geral. E tudo indica que com a vacina contra a Covid-19 não será diferente.

“Quando a vacina chegar, e há indicação de que ela virá em breve, os obesos seguirão mais suscetíveis à Covid-19”, alerta o médico Ronny Cipriano, especialista em Metabologia e Medicina do Esporte, membro do American College of Sports Medicine. A constatação preocupa particularmente os Estados Unidos, que tem uma população com mais de 107 milhões de adultos obesos. No Brasil, metade da população é considerada acima do peso e 20% dos adultos estão obesos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Alguns estudos internacionais já vêm alertando o que a experiência brasileira também confirma: obesos têm mais chances de apresentar casos graves para o novo coronavírus, com longas internações e maior percentual de morte.

“O obeso é um inflamado crônico. Os efeitos dos agentes inflamatórios produzidos pela gordura, principalmente pela gordura visceral, sobre a resistência insulínica e produção do diabetes, também sobre as doenças coronarianas e o fígado é um alerta. Por isso, vírus de alto impacto no organismo são mais graves entre os obesos por conta dessa condição da doença”, explica Cipriano.

A primeira vez que cientistas observaram essa relação entre obesidade e vacina foi em 1985. Na ocasião, funcionários obesos de um hospital receberam a vacina contra hepatite B e mostraram um declínio significativo na proteção de anticorpos produzidos 11 meses depois. O mesmo não foi observado em funcionários não obesos. Comportamentos semelhantes foram também vistos com as vacinas contra a hepatite A, contra o tétano e raiva.

O especialista alerta que é fundamental que pacientes obesos tenham consciência de 
que são um grupo de maior risco para a Covid-19 e sigam as medidas de prevenção e controle de contaminação, mesmo após a vacina. “Não é a primeira vez que surgem evidências de que a obesidade é um fator de risco da Covid-19. Um outro estudo realizado na China, concluiu que os pacientes obesos infectados com a doença correm maior risco de morte do que pacientes não obesos” finaliza Cipriano.



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